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Confira os detalhes da noticia: Consumo de alumínio deverá superar 1 milhão de toneladas

[23/04/2008] - Consumo de alumínio deverá superar 1 milhão de toneladas

A Associação Brasileira de Alumínio (Abal) reforçou ontem a previsão de que o consumo nacional de alumínio transformado baterá a casa de 1 milhão de toneladas, conforme anunciado no ano passado. De acordo com o presidente da entidade, Luis Carlos Loureiro Filho, o aquecimento da demanda do mercado do início de 2008 aponta para um ano de forte crescimento no consumo. "Estamos terminando o primeiro trimestre com bons indicadores", afirmou. A entidade projeta para 2008 um consumo de 1,028 milhão de unidades de alumínio transformado, um crescimento de 11,7% em relação ao ano passado. "O número pode até ser superado, o que é bom", disse. No ano passado o País consumiu 918,9 mil toneladas de alumínio transformado, superando em 9,7% o volume de 2006. Ficou acima também da previsão da Abal, que era de 9,2%. Os principais aumentos de consumo foram verificados pelos setores de bens de consumo, com crescimento de 15%, e embalagens, com 13,9% de elevação. Para o presidente, isso se deve à ampliação do crédito. Mas também se destacam os setores de transporte, com alta de 11,9%, e construção civil, 11,1% superior. "O crescimento está bem consistente e dividido", destacou Cláudio Chaves, coordenador da Comissão de Economia e Estatística da Abal. Os segmentos de transporte e embalagens, juntos, correspondem a 56% do total de consumo brasileiro, com 512,6 mil toneladas em 2007. O destaque negativo fica por conta na queda de 11,9% na demanda do setor de eletricidade. Segundo Loureiro Filho, isso se deve à postergação das linhas de energia do programa "Luz para Todos" do governo federal. Ele explicou também que a demanda do setor não é linear, e que neste ano deverá ser um dos que mais irá crescer. Preços e investimentos Para Loureiro Filho, o preço do alumínio deve seguir uma tendência de alta até o fim do ano. Segundo ele, a cotação de US$ 2,4 mil, que o metal chegou a alcançar neste ano na Bolsa de Metal de Londres (LME, na sigla em inglês), está muito próximo do custo de produção do metal. "Não pode ficar abaixo disso. Os insumos subiram muito", afirma. Para ele, os preços devem ficar oscilando na casa dos US$ 3 mil, como vem ocorrendo agora. Ontem, o metal fechou com cotação de US$ 2,9 mil a tonelada. O presidente destaca que a China continua demandando muito o metal para consumo interno, principalmente para a construção civil. Em relação a novos investimentos, Loureiro Filho lembrou que, enquanto não houver mais oferta de energia no Brasil, não há como realizar. "Mas a perspectiva é boa. O projeto de Belo Monte deve ser aprovado em breve", acredita o executivo. Ele explicou que uma usina leva, em média, de 3 a 4 anos para ser construída. Como a tendência é de que o consumo de alumínio se eleve cerca de 10% ao ano, em cinco anos a indústria deverá estar com a capacidade tomada. A energia tem prejudicado a produção de alumínio já este ano. O alto preço no mercado livre já paralisou a produção da Novelis e da Valesul. E a falta de energia disponível emperra uma possível expansão da Albras, que neste ano passará a ser a segunda colocada no ranking dos produtores de alumínio primário, atrás da Companhia Brasileira de Alumínio (CBA), do grupo Votorantim. No ano passado, a CBA inaugurou a expansão de sua produção, que passou de 405 mil para 475 mil toneladas ao ano.

Fonte: Sindicel


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